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Paris que Dorme
PARIS QUE DORME

24 de outubro . 21H30
Cinema Charlot

René Clair . FR, 1923, 60', M/12
legendas . PT/ENG
título original . Paris Qui Dort
cópia . Fondation Jérôme Seydoux-Pathé - Succession René Clair

música e musicado ao vivo

Ana Deus . Marta Abreu

Numa bela manhã, o guarda da Torre Eiffel descobre que nada em Paris se move. Apenas um pequeno grupo de amigos, que chegou de avião à capital, escapou ao misterioso raio paralisante. A partir de agora, Paris pertence-lhes!

 

"Paris Qui Dort" foi o primeiro filme realizado por René Clair, prestando homenagem à sua cidade de forma original, captando as imagens através do monumento que é o ponto de observação mais privilegiado que se pode ter sobre Paris, a Torre Eiffel que é também a protagonista central do filme. Rodado em 1923, é considerado o primeiro filme de ficção científica filmado em Paris. A obra, de cariz experimental e surrealista, contém uma forte narrativa literária com uso criativo da sátira e crítica à sociedade, características presentes em todo o seu trabalho.

Misturando comédia e fantasia, o filme é uma obra visionária que antecipou movimentos como o surrealismo e o cinema moderno. Com uma montagem experimental e uma estética impecável, René Clair transforma Paris num cenário mágico e enigmático.

ANA DEUS & MARTA ABREU

ANA DEUS iniciou o seu percurso musical em 1987, no grupo pop Ban, onde editou três discos de originais. Em 93 inicia com a escritora Regina Guimarães e o músico Alexandre Soares o grupo Três Tristes Tigres. Tem musicado poesia de autores variados. Fernando Pessoa, Bocage, Camões, Natália Correia, Sylvia Plath, Rainer Maria Rilke, entre outros, são alguns dos autores musicados e cantados por si, a solo ou nos seus projetos Osso vaidoso (com Alexandre Soares), Bruta (com Nicolas Tricot) e Ruído Vário (com Luca Argel).  Em 2022, iniciou uma colaboração com Marta Abreu denominada "Eu fui silêncio", leitura de textos de autoras censuradas sobre ambientes eletrónicos." 2024 foi o ano de lançamento de “Canções de beber” em parceria com o cantautor Luca Argel, com poesia de Fernando Pessoa, (inspirado nos Rubayat de Omar Khayyam). Em 2025 lança “Arca”, dos Três Tristes Tigres.

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MARTA ABREU nasceu em Coimbra em 1977 e vive em Braga desde 2004. Desde muito nova que se interessa por música, tendo sido baixista do grupo feminino Voodoo Dolls de 1994 a 1999 e, em 2000, do grupo Mão Morta, com quem editou “Primavera de Destroços”. Desde 2020 que assume a composição dos ambientes sonoros no projeto Goela Hiante, com Adolfo Luxúria Canibal, e desde 2022 no projeto Eu Fui Silêncio, com Ana Deus. Em 2024 terminou o mestrado em Media Arts da Universidade do Minho.

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