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Maria do Mar
MARIA DO MAR

24 de outubro . 16h00
Fórum Municipal Luísa Todi

José Leitão de Barros . PT, 1930, 105', M/12
legendas . PT/ENG
elenco . Rosa Maria . Oliveira Martins . Adelina Abranches . Alves da Cunha . Perpétua dos Santos
argumento e montagem . Leitão de Barros
fotografia . Manuel Luís Vieira . António Salazar Dinis
fotografia de cena . Ferreira da Cunha
cópia . digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, no âmbito do projecto FILMar, integrado no Mecanismo Europeu de Financiamento EEA Grants 2020-2024

música e musicado ao vivo

Elizabeth-Jane Baldry . Stephen Horne

"Maria do Mar" é um notável trabalho de integração da paisagem marítima e a vida dos pescadores da Nazaré numa ficção construída à volta do ódio entre duas famílias por causa da morte de um pescador, provocada acidentalmente por outro. Serão os filhos que, com o seu amor, irão reconciliar as famílias. Um belíssimo filme, com imagens surpreendentes, e um trabalho de montagem marcante no cinema português.

Integrado nas Comemorações do Nascimento de José Leitão de Barros (1896-1967), este cine-concerto apresenta a versão restaurada pela Cinemateca Portuguesa em 2000, a qual teve origem na digitalização 4K do negativo de câmara original do filme. Alguns planos degradados ou inexistentes no negativo, assim como todos os intertítulos, foram digitalizados a partir do interpositivo produzido no restauro de 2000. O restauro digital de imagem e a correção de cor foram feitas pela Cineric Portugal. Este DCP foi finalizado pela Irmalucia Efeitos Especiais.

(...) Leitão de Barros chamou a Maria do Mar “documentário dramatizado da vida dos pescadores da Nazaré”. Maria do Mar, a meu ver, é bastante mais do que isso. É um dos exemplos mais conseguidos, à época em que foi feito, de abordagem documental de uma ficção dramática e lírica, utilizando quer a ficção quer o documentário para criar um microcosmo, onde explodem, sem peias argumentativas, as grandes paixões do homem. Conseguiu-o através de uma encenação que é uma das sínteses mais poderosas e singulares do realismo expressivo germânico, do conceptualismo soviético e do cultismo representativo americano. E conseguiu-o com a junção/disjunção de todas essas influências com uma realidade tão sui-generis, e finalmente tão portuguesa, como a Nazaré. Nisso, reside o seu maior feito e o seu maior impacto. (...)

João Bénard da Costa

Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

março 2000

ELIZABETH-JANE BALDRY
& STEPHEN HORNE

STEPHEN HORNE acompanha musicalmente filmes mudos há mais de 20 anos. Pianista residente no National Film Theatre de Londres, atua nas principais salas do Reino Unido, como no Barbican Centre e no Tate Modern. Apresenta-se regularmente em festivais internacionais e os seus acompanhamentos são aclamados nos Festivais de Cinema de Pordenone, Telluride e Berlim. É também especialista em acompanhamento de dança e toca regularmente na Academia de Dança de Londres.

Stephen Horne
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ELIZABETH-JANE BALDRY, multipremiada harpista, compositora e cineasta, criou músicas para harpa para vários filmes mudos, com apresentações na Grã-Bretanha, Europa e América e nos mais prestigiados festivais de cinema. A sua banda sonora para a longa-metragem também realizada e escrita por si,  "Sir Lanval", recebeu um prémio de inovação. Elizabeth-Jane também realiza filmes de contos de fadas britânicos.

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