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MULHERES PIONEIRAS

Élisabeth & Berthe Thuillier

As cores arrojadas e muitas vezes fantasiosas, usadas nas primeiras películas, são frequentemente deixadas de fora da história cinematográfica. Ainda mais negligenciadas são as mulheres responsáveis por este trabalho deslumbrante. Os primeiros filmes coloridos à mão datam do nascimento do cinema na década de 1890, quando as mulheres pintavam à mão, filmes de 35 mm e 60 mm, fotograma a fotograma com corantes ácidos e pincéis delicados. O trabalho meticuloso e extenuante de colorir filmes, foi uma das primeiras carreiras na produção de filmes disponíveis para mulheres artísticas no final do século XIX. Sabe-se que mulheres que trabalhavam nas oficinas de coloração de filmes passavam longos dias utilizando lupas poderosas enquanto aplicavam a tinta com pincéis, tão finos quanto um pelo de camelo.

Duas mulheres pioneiras e essenciais na indústria, foram a dupla francesa, mãe e filha, Élisabeth e Marie-Berthe Thuillier.

Élisabeth Thuillier, é mais conhecida pelos historiadores por ter colorido os filmes de Georges Méliès e os filmes produzidos pela Pathé. Primeiro especializada na pintura de slides de lanternas mágicas, a empresa de Élisabeth expandiu-se para colorir filmes no final da década de 1890, sendo que as técnicas para colorir slides de lanternas mágicas e o recém-inventado cinema, eram praticamente iguais. A sua filha, Maria-Berthe, juntou-se à sua mãe, quando tinha 19 anos, assumindo o comando do estúdio quando Élisabeth morreu em 1907. Maria-Berthe não continuou apenas o legado da sua mãe, também alcançou a sua própria fama ao continuar colorindo os filmes fantásticos de Georges Méliès, produzidos pelos estúdios Pathé entre de 1897 a 1912.

In Columbia University Libraries - Women Film Pioneers Project

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7 outubro | 21h30
Cinema Charlot

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Música e musicado ao vivo
Filipe Raposo

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As tulipas

 

Les tulipes

Segundo de Chomón

FRA, 1907, 5 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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O antro da Feiticeira

L'antre de la sorcière

Segundo de Chomón

FRA, 1906 [?], 5 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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O rei dos dólares

Le roi des dollars

Segundo de Chomón

FRA, 1905, 2 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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As seis irmãs Dainef

Les six soeurs Dainef

Desconhecido

FRA, 1902, 3 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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Excursão

à Lua

Les tulipes

Segundo de Chomón

FRA, 1907, 5 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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Os espelhos maravilhosos

Les glaces merveilleuses

Segundo de Chomón

FRA, 1908, 7 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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O encantador

Le charmeur

Segundo de Chomón

FRA, 1906, 4 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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A dança das mulheres Ouled-Naïl

Dança do ventre

Danças argelinas

Danse des ouled-naïls; danse du ventre; danses algériennes

FRA, 1902, 2 min.

Colorido à mão

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Viagem a Júpiter

 

 

Le voyage sur Jupiter

Segundo de Chomón

FRA, 1909, 8 min.

Pathé Frères

Colorido à mão

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Jeanne Roques
(Musidora)

Jeanne Rocques nasceu em 1889, no seio de uma dotada família parisiense. Filha de mãe jornalista feminista e de pai compositor, Musidora estudou Arte antes de mudar para Teatro. Começou a atuar em 1908 nos palcos das casas de variedades Bataclan e Folies Bergère, adotando Musidora (a heroína de uma novela de Théophile Gautier) como nome artístico. As suas atuações incluíam canto, dança e imitações, muitas vezes todas elas no mesmo espetáculo. Depois de assistirem a um espetáculo de Musidora no Folies Bergère, o realizador Louis Feuillade e o produtor Léon Gaumont convidam-na para a sua produtora.

Antes de “ser descoberta”, já Musidora tinha feito a sua estreia em cinema como uma costureira suicida, no melodrama de 1913 Les Misères de l’Aiguille, produzido pela Cinéma du Peuple, uma cooperativa de cinema. Após o fim da série Les Vampires, que lançou Musidora para o estrelato com o papel de Irma Vep, a atriz conseguiu reciclar a imagem desta personagem desempenhando outros papéis no cinema.

Musidora, como muitas das suas colegas, é lembrada principalmente como atriz e não como cineasta. Produtora e argumentista, também foi realizadora e co-realizadora de quatro filmes mudos, e alguns estudiosos creditam-na em mais três filmes. A sua fama como a anti-heroína Irma Vep, eclipsou as produções da Société des Films Musidora, a produtora que fundou em 1918. No entanto, por trás de Irma Vep estava “uma designer, caricaturista, pintora, figurinista, poetisa, escritora e acima de tudo, a terceira mulher em França a tornar-se realizadora”, escreve a historiadora Rachel Guyon.

 
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Direção musical
Nuno Batalha

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Musicado ao vivo
Nuno Batalha . maestro
Rita Malão . flauta tranversal
Samuel Santos . violoncelo
Tiago Alexandre . guitarra
Gonçalo Simões . piano
Coro Feminino TuttiEncantus

Soleil et Ombre

Sol e Sombra

Soleil et Ombre

Musidora, Jacques Lasseyne

FRA, 1922, 52 min.

Antonio de Baena, um famoso toureiro, apaixona-se por Juana, uma empregada de albergue, e por uma estrangeira que visita Espanha e que morre nas mãos da espanhola ciumenta.

"Soleil et Ombre" é uma fábula sombria sobre sexo e morte, a história de um triângulo amoroso entre um toureiro, uma camponesa e uma “mulher estrangeira”.

 

Foi filmado em 1922 em Castela e Andaluzia. Musidora desempenha ambos os papéis: a camponesa Juana e a sua rival, uma escolha de casting inteligente para a usual virgem versus libertina, dando a entender que uma só mulher pode ter esta dualidade.

In San Francisco Silent Film Festival