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MULHERES PIONEIRAS

Obras de mulheres que inovaram na indústria cinematográfica

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LOTTE REINIGE
(1899-1981)

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Desde cedo na sua infância, Reiniger demonstrou quer o seu fascínio pela arte chinesa do teatro de sombras, quer a sua criatividade e mestria ao construir o seu próprio teatro de fantoches, para que pudesse apresentar espetáculos para a família e amigos.

 

Na adolescência foi influenciada pelos efeitos especiais dos filmes de Méliès e, posteriormente, pelos filmes do ator e realizador Paul Wegener, hoje mais conhecido pela sua obra “O Golem” (1920). Em 1915, participa numa palestra de Wegener sobre as possibilidades fantásticas da animação, ficando, então, fascinada com esta arte, inscrevendo-se no grupo de teatro – o Teatro de Max Reinhardt – ao qual Wegener pertencia. Começa a trabalhar nos bastidores, fazendo figurinos e adereços, além de retratos de silhueta dos vários atores à sua volta. Em pouco tempo, passou a fazer elaborados cartões de título ou intertítulos para os filmes de Wegener, nomeadamente para o filme “Der Rattenfänger von Hameln” (O Flautista de Hamelin).

 

O sucesso desta obra fez com que fosse aceite no Institut für Kulturforschung (Instituto de Pesquisa Cultural), um estúdio de animação experimental e de curtas-metragens. Aí conhece o seu futuro marido e parceiro criativo Carl Koch, bem como outros artistas de vanguarda, incluindo Hans Cürlis, Bertolt Brecht e Bertold Bartosch.

Através da técnica de silhuetas articuladas, a realizadora produziu mais de 70 filmes de animação, a maior parte dos quais se encontram perdidos. As marionetas dos seus filmes foram recortadas e manipuladas à luz da câmara por ela própria.

 

Além do cinema, Reiniger desenhou cenários e guarda-roupa para produções de ópera, encenou espetáculos de marionetas e teatro de sombras, ilustrou livros, jornais e revistas.

 

Com base no espólio que deixou, confirma-se uma artista talentosa com trabalhos de pintura a tinta e aguarela, bem como escritora e poetisa. Deu frequentemente palestras sobre os processos de animação e história do cinema experimental.

As aventuras do Príncipe Achmed

De Lotte Reiniger

Música e musicado ao vivo | Space Ensemble

Locução de intertítulos | Célia David

24 out | 16h00 | Fórum Municipal Luísa Todi

 
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Germaine Dulac foi uma das primeiras mulheres realizadoras feministas e figura chave para o desenvolvimento do cinema Avant-Garde, também conhecido como o Impressionismo Francês, dos anos 20 do século passado.

 

Iniciou carreira como fotógrafa e escreveu vários artigos para os jornais feministas da sua época: La Fronde e o La Française. Após o fim da 1.ª Guerra Mundial e intrigada com o cinema e a sua indústria, cria a sua produtora o Delia Film. Em 1917, juntamente com Louis Delluc iniciam o movimento francês avant-garde. Dulac era o “centro” do Impressionismo francês ladeada de intelectuais e realizadores dedicados a promover o cinema como a Sétima Arte.

 

Dulac tinha fascínio pelo movimento e as suas obras abstratas são exemplo disso. Tentou criar um estilo que intitulou de “o filme integral, uma sinfonia visual feita de imagens rítmicas” o filme “La Coquille et le Clergyman (1927)” é o seu melhor exemplo. Para além das imagens abstratas, Dulac também era conhecida pela sua devoção às causas feministas que podem ser vistas no seu mais conhecido e um pouco mais tradicional filme “La Souriante Madame Beudet (1923)”.

 

Como todos os cineastas de vanguarda, procurou um cinema puro, feito apenas de ritmo, do encadeamento das imagens, que se associam e, eventualmente, se dissociam.

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GERMAINE DULAC
(1882-1942)

De Germaine Dulac

Musicado ao vivo | Sara Ribeiro (voz) e Alexandre Bernardo (guitarra)

12 Out. | 19h00 | A Gráfica

CONVITE À VIAGEM

 
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De Germaine Dulac

Musicado ao vivo | Helena Silva

16 Out. | 21h30 | Cinema Charlot

A CONCHA E O CLÉRIGO

 
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DISCO 957

De Germaine Dulac

Musicado ao vivo | Helena Silva

16 Out. | 21h30 | Cinema Charlot